23.11.10

Bigode no espelho (de luz)

Existe coisa mais sem graça do que espelho de luz? Estou há anos atrás de um espelho de luz que tenha um pouco de bossa.

Mas aqueles que estampam em sua face cartazes de filme redimensionados para caber no espaço reduzido de uma caixinha de luz não me seduzem. Muito detalhe para pouca superfície. Os artesanais e desenhadinhos me parecem muito sem novidade. Por isso deixei meus espelhos nus. Melhor sem graça do que mal resolvido.

Até que me deparei com uma invenção das mais divertidas, simples e baratas: stickers que transformam esses seres meramente funcionais em rostos dos mais variados.

Nas palavras do fabricante, o "Light Up Your Mood" é: "um conjunto de adesivos para transformar seus monótonos interruptores de luz em rostos sorridentes! Cada embalagem contém quatro folhas de etiquetas, o suficiente para fazer oito faces, incluindo as sobrancelhas, bochechas rosadas, barba, bigode, sardas, sorrisos e mais...".

Com certeza vou tascar uns bigodes nos bichinhos daqui de casa.

Criação inglesa à venda na loja YCN.


20.11.10

Para os trekmaníacos

Kokeshi do Dr. Spock. Tem aqui, em uma loja da comunidade virtual de artesanato e garimpagem Etsy. O envio para o Brasil custa barato, mas demora dois meses para chegar (pelo menos o meu bonequinho demorou dois meses para chegar - vai ver sou a exceção, não a regra... sabe-se lá!). De qualquer maneira, a qualidade é excelente, a pintura ótima, vale a pena esperar. O trekmaníaco da sua vida vai agradecer.

18.11.10

Nhoque de manjericão ao molho de lagostins

A edição atual da revista ítalo-brasileira Forum Democrático traz uma receita maravilhosa do chef Nicola Finamore, que pilota os fogões (adoro essa expressão, sempre quis usá-la!) do Cipriani, também conhecido como “restaurante-do-Copacabana-Palace”.

Palavrinhas-chave: Nhoque! Manjericão! Camarão! (porque lagostim é um camarão metido a besta). Precisa de mais? Não, são três das melhores coisas do mundo.

Ingredientes da massa

1 kg de batata
200g de farinha de trigo
6 gemas
50g de parmesão
30g de manjericão
sal e pimenta a gosto

Rendimento: 4 porções

Ingredientes do molho

1.2 kg de lagostins
1 dente de alho
30ml de azeite extravirgem
20g de salsa lisa
40ml de conhaque
80g de velutê de peixe
60g de alho poró

Modo de fazer

Cozinhe as batatas em água e sal, descasque e amasse-as. Acrescente a farinha, as gemas, o queijo parmesão, sal, pimenta e o manjericão processado. Sove até obter uma massa homogênea. Corte em pedaços, enrole e modele os nhoques. Em muita água fervente com sal, cozinhe os nhoques. Reserve.

Numa frigideira à parte, coloque o azeite, o alho e adicione os lagostins limpos, deixando cozinhar por dois minutos. Flambe com o conhaque e acrescente a salsinha picada e o velutê de peixe. Salteie os nhoques no molho.

Em um pouco mais de azeite, frite a salsinha e o alho poró e finalize.

Dicionário gastronômico

Tio Wiki diz:

O Molho Velouté é um molho da cozinha francesa. O preparo do velouté consiste em um caldo claro, onde os ossos são usados sem serem torrados, usando-se carcaça de frango, vitela, ou peixe engrossado com roux.

O roux, formado de manteiga e farinha, juntamente com os fundos claros de peixe, frango temperados com pimenta do reino e sal produzem os veloutés de frango, peixe, e vitela.

Tradução:

Velutê (ou velouté) de peixe nada mais é do que o bom e velho caldo engrossado com farinha e manteiga (coisa de francês).

17.11.10

Calendários

2011 está chegando, faltam apenas 45 dias. Não por acaso, todos os calendários desse gênio italiano do design que é o Enzo Mari estão com desconto de 20% lá na loja virtual da Danese Milano.

Como sou chegadíssima numa tipografia ousada sem serifa e apaixonada por plástico, o Formosa e o Timor são meus preferidos.


12.11.10

Nuvens de Lã

Há almofadas de várias formas: as tradicionais - quadradas, retangulares, redondinhas, e as mais lúdicas - em forma de torrada, passarinho, robô... Gosto de todas elas, mas a que mais me encanta, em termos de shape inusitado, é essa:

Minhas costas andam tão cansadas, estou quase me afogando em trabalho, olho para essas almofadas e fico imaginando como seria descansar a região lombar em nuvens... Aaahhh...

A invenção é da marca independente inglesa elsyandvine. Aparentemente, são feitas com a mais fina lã merino, não que isso tenha muita importância.

O essencial é o seguinte: nuvenzinha fofinha!


8.11.10

Nostalgia pura

Às vezes os olhos cobiçam objetos apenas por razões sentimentais. Minha mãe tinha uma sandália igualzinha a essa na década de setenta. Imediatamente liguei o sapato a fotos antigas de velhos álbuns, à minha memória afetiva, e desejei comprá-lo por pura nostalgia.

Criação de Jean-Michel Cazabat.

15.10.10

Magistral

Não pretendo transformar esse humilde espaço que trata da estética das coisas em um blog político, podem ficar calmos. Já existem outros por aí com gente no comando muito mais qualificada para tratar do assunto do que eu, basta procurar.

Mas às vezes o mundo conspira a favor de um post. Hoje, neste 15 de outubro de 2010, tive o prazer de encontrar uma seqüencia de vídeos da grande professora Marilena Chauí. É uma aula magistral.

Não tinha como não postar.

Para quem deseja pular sumariamente a política e cair logo na filosofia, um pouco de Deleuze (já repararam que eu a-m-o o Abecedário, né?):

"O termo aula magistral é o usado nas universidades. Temos de buscar outro termo. Acho que existem duas concepções de aula: uma concepção segundo a qual uma aula tem como objetivo obter reações imediatas de um público sob forma de perguntas e interrupções. É uma corrente, uma concepção de aula. E há a concepção dita magistral, do professor que fala. Não é uma questão de preferência, não tenho escolha. Sempre usei a segunda, a concepção dita magistral. É preciso achar outro termo porque... Digamos que é mais uma concepção musical. Para mim, uma aula é... Não interrompemos a música, seja ela boa ou ruim. Interrompemos se ela é muito ruim. Não interrompemos a música, mas podemos muito bem interromper palavras. O que significa uma concepção musical de aula? Acho que são duas coisas, na minha experiência, sem dizer que essa é a melhor concepção. É o meu modo de ver as coisas. Conhecendo um público, o que foi meu público, penso: "Sempre tem alguém que não entende na hora. E há o que chamamos de efeito retardado". Também é como na música. Na hora, você não entende um movimento, mas, três minutos depois, aquilo se torna claro porque algo aconteceu nesse ínterim. Uma aula pode ter efeito retardado. Podemos não entender nada na hora e, dez minutos depois, tudo se esclarece. Há um efeito retroativo. Se ele já interrompeu... É por isso que as interrupções e perguntas me parecem tolas. Você pergunta porque não entende, mas basta esperar."

Uma concepção musical de aula: très deleuziano!

8.10.10

Rápido e rasteiro

Para desopilar o fígado, um pouco de Antônio Nássara, cartunista, "logotipador" de gente e compositor brilhante:

Bônus surpresa!

Para encantar os ouvidos: "Meu consolo é você", gravação original de 1938.


6.10.10

A saga dos sisos

Ontem, depois de anos de adiamento e medo, não necessariamente nessa ordem, finalmente tirei meus quatro sisos.

Dr. Sérgio, o cirugião oral e maxilofacial responsável pela façanha, examinou minha panorâmica pela primeira vez e não disse nada. Eu esperava uma interjeição, uma palavra de incentivo, mas ao invés disso, silêncio. Fiquei apreensiva. Senti que ele esperava um resultado diferente.

Então tive que perguntar, desconfiada:

- E aí?

Ele jogou a radiografia mais uma vez contra a luz e finalmente disse, animado:

- Já tirei piores!

***

Meu siso direito inferior (segundo ele, o mais gordinho de todos), foi o que deu mais trabalho.

Confesso que já estava perdendo a paciência com aquele dente mastodôntico curiosamente encostado em um nervo elusivo e “incomum” que se recusava a ser achado e anestesiado. Dr. Sérgio, ao contrário, pacientemente examinava o dente à procura daquele nervinho misterioso. Depois de encontrado e posto para dormir, foi hora de cortar o siso em pedacinhos e extraí-lo aos poucos.

Durante esse processo, que exigiu serenidade de Riponche de mim, muito mais por instinto do que por falta de controle ou de resistência à dor (as pernas tremem mesmo, tive que segurar na cabeça: “Pára com isso! Você não está na mata, está em um consultório com um médico competente!”), juro que pensei que aquele homem estava sendo mal pago. Dez milhões de dinheiros para ele, por favor! “Já tirei piores”... Não quero nem imaginar.

Duas horas depois já estava sem os quatro sisos, mordendo duas gazes, uma de cada lado do maxilar, indo para casa como sósia do Kiko ou do poderoso chefão de Marlon Brando.

***

Agradeço a ele não só o trabalho (bem) feito na minha boca, mas também por ter dito que eu “não pareço fresca”. Foi uma observação perspicaz, eu realmente não sou.

Mas algumas pessoas que às vezes têm má vontade em relação a mim já me rotulam de fresca. Será que é porque sou pálida, tenho olhos azuis e falo baixo? Além de tudo isso está uma pessoa de caráter.

***

Você sabe por que nossos sisos não nascem direito? Porque não há mais espaço na arcada dentária de um ser humano contemporâneo para essas joças.

Os sisos servem para mastigar carne crua, e agora me diga, qual foi a última vez que você comeu carne crua? (e não estou me referindo a um steak tartare...) Pois é.

A nossa sábia natureza vai seguindo seu rumo à darwiniana e tirando o espaço deles na boca. Alguns nobres seres evoluídos já nascem sem os sisos e esse é o futuro.

Nada de cirurgia bucomaxilofacial para os bons mutantes do amanhã!

***

Agora estou aos cuidados do Namorido, que marca mais rápido e cerrado do que Thiago Silva no cangote de um atacante arisco. Está tomando conta de mim com um afinco e carinho extraordinários. Desse jeito vou me recupar em três dias.

Mando a ele beijinhos virtuais porque os reais não posso dar!

***

Agradeço aos meus pais também, sempre muito afetuosos e preocupados.

***

Não há nada novo no blog desde o dia 30 de setembro por questões de trabalho. Quando os prazos aliviarem, volto com força total! Ando mais no twitter agora (porque consigo acessar rápido do celular), quem quiser trocar idéias é só bater uma linha para @blogmaravilhas.

Beijocas sem sisos a todos que comentaram o post anterior!

30.9.10

Se eu pudesse...

Assim como não sei bem como começou o meu apreço inesperado pela cor cinza (será por causa da canção de Noel Rosa?), também não sei quando comecei a preferir as rasteirinhas aos saltões. Logo eu, que nunca usei muito, mas semprei adorei e suspirei pelos saltões. Será a idade?

Agora estou preferindo os sapatos baixos, como vocês já sabem.

Aliás, como vocês também já sabem, eu sou uma destruidora compulsiva de calçados. Quando acho um que cai bem e não machuca meus notórios pés sensíveis, uso até fazer furo ou cair a sola. Foi o que aconteceu com minha ankle boot Arezzo que comprei nos meados dos anos noventa, filha única de mãe solteira. Sério, era minha única bota!

Há uns dois anos, o acabamento do salto simplesmente caiu no meio do Shopping Leblon enquanto eu me encaminhava serelepe em direção aos cinemas. Sim, era de salto alto, um daqueles grossos meio rústicos/abrutalhados da época do grunge – lembro que comprei no mesmo dia um oxford marrom de couro, para você ver como estava na crista da onda, surfando as tandências do momento. Ah, minha adolescência!

E foi assim que eu fiquei órfã de bota. Ou vice-versa.

Como vivo no Rio, não sinto muita necessidade de ter uma bota. Ou duas. Ou três. Os vinte dias de inverno que minha agradável cidade de clima tropical semi-úmido tem por ano passam rapidinho. Por isso vou adiando e protelando a compra de uma.

Mas estou de olho. Principalmente nas botas de montaria e/ou sem salto. Hoje bati o olho nessa da marca Sigerson Morrison, à venda na loja virtual The Outnet, e me encantei imediatamente. Cor de cinza e rasteira, a fome e a vontade de comer.


Desde já estou torcendo para ela entrar na queima de estoque do fim de ano! Porque o preço atual, mesmo com desconto, não dá...


29.9.10

Mina

Os editoriais de moda da loja virtual Shopbop são uma fonte inesgotável de inspiração. Os lookbooks de designer, como eles chamam as sessões de foto que destacam roupas e acessórios de apenas uma marca, trazem sempre as melhores imagens.

O último ensaio, construído em cima da coleção outono-inverno 2010 da estilista Diane Von Furstenberg, é irresistivelmente urbano, chique e cinematográfico.

Eu não sei se o talento do pessoal da Shopbop é o de criar essas imagens incríveis ou de saber selecionar os melhores catálogos, só sei que a opção “Designer Lookbooks” é um repositório de fotos impecáveis.


28.9.10

Perfeito

Nada é mais chique e elegante do que uma xícara com tampa. A praticidade! No caso específico do conjunto da marca sueca Höganäs, é um pires que vira tampa - e não de maneira mal ajambrada (como aquele improviso que às vezes a gente faz quando prepara o chá) - repare bem como é absolutamente perfeito o encaixe dos dois.

Como se não bastasse, ainda há um contraste de materiais entre as partes, madeira quente em um extremo, cerâmica fria em outro. Preto e branco, claro, que os escandinavos não brincam em serviço. Simples, bem pensado, leve... Design do bom.

Via {Notcot} e {Henrick's blog}


27.9.10

Alfinetando a segurança!

Quando você pensa no binômio moda + alfinete de segurança, qual a primeira lembrança que vem à sua cabeça? Movimento punk, Vivienne Westwood, o Versace envergado por Liz Hurley lá nos meados da década de 90?

Pois a primeira imagem que se forma na minha caixola é uma piada com a primeira opção e vem do falso documentário “The Rutles – All You Need Is Cash”, obra da mente terrível, brilhante e satírica de Eric Idle, ex-integrante do grupo de humor Monty Python.

Como explicar quem são esses The Rutles? Pra quem conhece um pouco do trabalho da trupe inglesa, basta dizer que os Rutles estão para os Beatles assim como Brian, protagonista do petardo "A Vida de Brian", está para Jesus. Denominada de pre-fab-four (um trocadilho com pré-fabricado), a banda e sua trajetória espelham a história do quarteto de Liverpool (às vezes com precisão assustadora, às vezes com total descolamento da realidade). As músicas são uma atração à parte. Eu tenho o CD da trilha sonora, é uma delícia.

George Harrison interpreta um repórter no filme. Segundo o próprio Eric, em entrevista à televisão britânica nos bastidores de “A Vida de Brian”, John Lennon adorava o projeto, Ringo gostou “da parte após 1968”. Mas o que isso tem a ver com alfinetes de segurança?

Ah, os alfinetes de segurança estão intimamente ligados ao destino de Dirk, o Paul dos Rutles, quando os pre-fab-four se separam: a inovadora e vanguardista banda de roquenrou Punk Floyd. É por causa dela, da danada da Punk Floyd, que eu não consigo ver uma biju de alfinetinho e não cair na gargalhada. Behold!

Isso que é piercing de nariz, o resto é bobagem. Mas, como diriam os infomerciais da vida: espere, tem mais!

E você achava o seu fascinator chamativo!

Vira e mexe me deparo com alguma biju de alfinete de segurança. Adoro todas, por motivos já previamente explicitados, e ando muito interessada pelas que unem esse símbolo de rebeldia com pérolas, símbolo-mor de caretice (como é a vida, hein, Coco? - um dia epítome do revolucionário, no outro o auge do conservadorismo - o melhor mesmo é assimilar o golpe e entrar na roda). O contraste entre os estilos faz a mágica acontecer.


De cima para baixo:
1. Bracelete Médecine Douce, à venda na loja virtual kim&maki. | 2. Colar Tom Binns. | 3. Broche Chanel.

24.9.10

(In)Comum

Um pregador é uma coisa bastante banal. Quando você pensa em pregadores? Só quando vai esticar as roupas no varal. Uma jóia é algo muito especial. Jóias estão sempre presentes nos momentos mais significativos de nossas vidas.

Por isso o pingente de pregador da Maison Martin Margiela é tão delicioso, divertido e, como de costume para a marca, subversivo.

Tou quase comprando um spray metálico cor de prata e transformando um de meus ordinários pregadores em biju revolucionária!


23.9.10

Play it again, Sam...

"Por um lado, verifica-se que nada é mais próprio da criança que combinar imparcialmente em suas construções as substâncias mais heterogêneas – pedras, plastilina, madeira, papel. Por outro lado, ninguém é mais sóbrio com relação aos materiais que a criança: um simples fragmento de madeira, uma pinha ou uma pedra reúnem na solidez e na simplicidade de sua matéria toda uma plenitude de figuras mais diversas." - Walter Benjamin

Já vi, enquanto fazia um piquenique no Parque da Cidade, uma criança brincar de mocinho e bandido (ou seriam invasores alienígenas?) usando apenas montinhos de areia, uma árvore velha e muita imaginação.

Muitos brinquedos contemporâneos encantam o olhar por seu grau elevado de simplificação. Afinal de contas, as crianças não precisam de altas doses de realismo para brincar. Nenhum pequenininho vai se recusar a brincar na banheira porque seu barco não é uma réplica fiel de um iate de verdade.

A empresa escandinava Playsam, fundada em 1984, sabe muito bem disso. Sua coleção de carrinhos, aviõezinhos e veleiros feitos em madeira são estilizados ao ponto de atravessar os limites do simples brinquedo de criança e pular para o platô de escultura minimalista.

Quem não pousaria um desses veículos no seu bufê, aparador ou mesa de trabalho? É uma ótima alternativa para quem quer enfeitar as prateleiras com objetos de linhas limpas e está com o orçamento de decoração apertado.


22.9.10

Juro que é verdade!

Hoje quase borrifei desodorante no rosto ao invés da água termal!

Por sorte, percebi a tempo que alguma coisa estava errada com aquele frasco alto e rosa.

Isso que dá o ser humano ter que se vestir e se maquiar em dez minutos porque já está quase atrasado para o seu compromisso. Ufa!


21.9.10

Apreciação estética: de insetos e aracnídeos


De cima para baixo:
1. nOir | 2. Nicole Landaw | 3. Alcozer & J | 4. À esquerda: Apple Tree; à direita: Kenneth Jay Lane | 5. Betsey Johnson | 6. À esquerda: Alkemie; à direita: Calourette | 7. Chinookhugs | 8. Aurélie Bidermann


20.9.10

1972

Já não fazem cartazes de filme como antigamente.

Taí uma coisa que eu não entendo: com todo o revival da serigrafia, com esses estúdios independentes de designers interessantíssimos fazendo poster para banda de roquenrou a torto e a direito, como é que ninguém ainda teve a idéia de fazer cartazes de filme que não caiam na entediante e onipresente fórmula cabeção do(s) ator(es) + textura qualquer + letrão não-serifado com o título do filme? Ou já fizeram e eu não tou sabendo? Os de antigamente dão um banho de criatividade nos atuais.

Deve haver no mundo um cineasta independente poderoso que não tá nem aí para ter imagem de ator estampada no seu poster. Ou alguém que queria fazer versões alternativas do seu material de divulgação para colecionadores. Um produtor que deseje sair da mesmice.

Preciosidade tchecoslovaca garimpada no Flickr da {maraid}.

Fofura em dose dupla

Não são incríveis essas duas belezocas desenhadas pelo pessoal da produtora Yum Yum London? A vovó faixa preta é particularmente encantadora (reparem no batom dela!) e a moçoila com o porquinho não fica muito atrás (toda arrumadinha, de anágua e tudo!). Ambas fazem parte de uma série de "toy art" que a empresa prepara para o futuro.

Last but not least, para algo completamente diferente (ou não), delicie-se com a animação curtíssima cujo final é decididamente pythoniano (não quero entregar muito, digamos que tem a ver com um célebre final abrupto... hmmm, acho que já entreguei!).

Via {Notcot}


17.9.10

Duas rodas

Odeio quando isso acontece. E acontece mais do que deveria. Odeio quando chego tarde demais. Quando garimpo um acessório fantástico já esgotado.

Não sou consumista, nem teria como sê-lo, mas gosto de alimentar aquela esperancinha vã de que meu objeto favorito vai entrar em promoção. Ou a ilusão de que um dia ele será meu, magicamente, do nada, porque fomos destinados um ao outro...

Não é fácil encontrar uma pequena maravilha. Há que se procurar intensamente. Sim, é uma sensação inquietante saber que algum achado já não pode mais ser achado. Todavia... Mesmo assim... As coisas existem não apenas para serem usadas, as coisas também existem para apreciação estética.

Resumo da ópera: o colar de bicicleta dupla da série “La Petite Reine”, fabricada pela marca francesa N2, não está disponível em lugar nenhum da rede. Não resta mais nenhuma esperança de tê-lo. A única coisa que posso fazer é admirar intensamente sua versão fotográfica:

Confesso que nutro uma inexorável paixão pelo antigo meio de transporte de duas rodas. Talvez por ser movido a esforço humano? Talvez por ter sido criado no século dezenove?

Já tinha perdido a oportunidade de botar minhas mãozinhas em um broche vintage da loja Blueberry Deluxe, radicada lá no site de artesanto Etsy. Agora a vélo dupla me escapou completamente.

Tudo bem, vida que segue.

Só espero que, no futuro, se alguém fizer um colar em que figure, serelepe e faceira, uma daquelas bicicletas com uma roda grande na frente e pequenininha atrás, eu não chegue atrasada e perca a chance de pendurá-la no pescoço!

Juro que não me perdoaria...

Link Bônus

Outros modelos da série "La Petite Reine" à venda.


16.9.10

Regador da Semana

O regador da semana é praticamente idêntico (a alça e a proporção são ligeiramente diferentes) ao regador-símbolo do blog, o prateadinho que espalha maravilhas por aí.

O que equivale a dizer que o regador da semana, criado pela designer inglesa Celia Birtwell, é retrô, simples e, mais: florido e colorido - a combinação de vermelho, azul e verde é irresistível! - exatamente como um regador dos sonhos deve ser.

Não dá vontade de plantar um jardim?


14.9.10

Tigela-Matrioshka

A idéia era óbvia. Muito óbvia. Dolorosamente óbvia. Mesmo quem tem espaço de sobra nos armários da cozinha (e quem tem, hoje em dia?) guarda seus potes de plástico um dentro do outro dentro do outro dentro do outro.

Ela estava aí, madurinha, no ar.

Uma das primeiras empresas a pescá-la e transformá-la, através da criatividade e do engenho humanos, em design dos bons, colorido, figurativo, leve, feminino, foi a americana Zak!, com os deliciosos bowls das linhas "Amore" e "Garden":


13.9.10

Divaestilo: Joan Crawford

Lembro bem, nos meados da década de noventa, de ler uma crônica em que Nelson Rodrigues criticava o prazer com que algumas mulheres assistiam e comentavam a decadência física de atrizes exuberantes como Joan Crawford. Recordo de ter lido e estranhado: Joan Crawford?

Eu conhecia a Joan Crawford protagonista velhinha de “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?”, a Joan Crawford vilã insaciável e decrépita de “Mamãezinha Querida”, interpretada pela também geniosa Faye Dunaway (praticamente) como um Darth Vader de saias.

Tudo bem, eu sabia das sobrancelhas lendárias de Joan, mas nunca tinha reparado no quão bonita, elegante, forte e insolente era sua imagem até me deparar com um still do filme "Letty Lynton" (película que busquei, em vão, assistir - não existe mais em lugar nenhum). Foi o meu primeiro encontro com a Joan Crawford ícone de estilo. A atitude e o vestido bicolor me fascinaram indelevelmente. Cristina, sua pestinha ingrata!


Carregando Buda

Como boa budista de botequim que sou (porque ser budista de verdade não é para qualquer um), discípula imaginária (e não de fato) dos monges das florestas tailandesas, imediatamente me apaixonei pela bolsinha da marca americana Dogeared.

Feita de algodão orgânico e estampada com a imagem do Sidarta Gautama, ela não deixa de ser um lembrete e um aviso de que esse mundo precisa de muita compaixão e paciência. E, bônus dos bônus, dizem os monges que olhar qualquer imagem do Senhor Buda traz paz de espírito! Não sei se é verdade, mas...

O que me atrai no budismo é a sua proposta de generosidade (e também o senso de humor dos koans zen... e o conceito de desapego... e de estar sempre presente... e a idéia de uma felicidade inquebrantável alcançada através de muito treino físico e mental - ah, se eu tivesse a disciplina necessária!)... Não sou praticante dedicada nem especialista no assunto, apenas um ser humano em busca de uma certa calma (por isso me auto-intitulo budista de botequim).

Para quem quiser conhecer melhor os monges tailandeses da floresta (em inglês):


Related Posts with Thumbnails

.